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Dúvida de uma companheira de militância

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Dúvida de uma companheira de militância

Mensagem por carlos em Qui Set 04, 2008 7:14 pm

Pessoal,

a Analise que é Dra. em Educação e uma das grandes autoridades em nossa cidade na convergência da temática Juventude, Educação de Jovem e Adulto e Raça/Etnia, com quem tive a oportunidade de conviver mais na FAE-Observatório da Juventude e em outras lutas pró-Ações Afirmativas me mandou a seguinte mensagem de e-mail, atente-se para a parte final em que ela fala de quilombos. Não sei bem como pensarmos essa questão que é importantissíma de combate ao analfabetismo juvenil e adulto que é muito gde nos Quilombos e de certa maneira atrapalha na própria luta política. :
Carlos Eduardo, vc que tá
ai na luta específica da moçada quilombola pode dizer o que o
Governo do Estado pensa do tema ações afirmativas prá mim, por
favor, no meu e-mail pessoal? O que ele faz eu sei, pois leio todas as
suas mensagens. Preciso saber o que ele diz que faz. Preciso falar com
vc sobre a Formação de educadores de Educação de Jovens e Adultos -
EJA para atuar em quilombos.

queria dividir com Vcs essas tarefas esclarecer ela sobre a atuação do Estado de Minas nessa questão e sobre essa do EJA. Sobre a atuação do Estado já até madei algumas informações para ela.
Abços.
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carlos


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Re: Dúvida de uma companheira de militância

Mensagem por ricardo em Sex Set 05, 2008 8:27 am

Carlos,

confesso que não sei nada à respeito. Ainda mais o que o governo diz que faz.

não sei se entra nesta questão, pois não pude parar para ler, por enquanto, mas existe um link no saite da Secretaria de Estado de Educação de MG para um projeto chamado "Projeto de Valorização da Cultura Afro-brasileira na Escola Pública". Logo na primeira página, uma foto de mulheres de um povo africano!

O link é esse (é esquisito, mas é isso mesmo): http://200.198.51.66/sistema44/INDEX.ASP?ID_OBJETO=251750&ID_PAI=251750&AREA=AREA&P=T&id_projeto=44

Falando um pouco de passado, lembro-me de dois fatos. Não tenho notícias de ambos.

1 - Um certo prof. Vicente, da UEMG e militante do movimento negro (não sei de que "ala"), estava com um discurso forte sobre esta questão, querendo articular uma atuação da UEMG nesta área. Acho que chegaram a fazer um projeto e não tenho certeza se chegou a ser implementado. Salvo engano, o foco eram os Gorutubanos.

2 - Também com foco inicial nos Gorutubanos, existia também uma possibilidade de atuação da Fundação Banco do Brasil nesta questão. Não sei até onde as duas iniciativas se cruzam. Na época o Almir Paraca havia acabado de sair da prefeitura de Paracatu e estava na FBB, articulando este projeto.

Tudo isso foi por volta de 2002/2003.

Confesso que não acompanhei estas iniciativas porque meu foco sempre foi mais forte na questão do território. Mas, acho iniciativas como essas importantes.

O Pablo, quem sabe, pode dar mais informações. Inclusive existe um projeto grande, articulado pela SEPPIR, em que o CEDEFES está envolvido nas ações daqui das Gerais.

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Re: Dúvida de uma companheira de militância

Mensagem por carlos em Sex Set 05, 2008 11:43 am

Valeu Ricardo,

de certo modo respondi a ela isso tbém que mantenho o foco na questão territorial e tbém na esfera federal. Mas lembrei a ela do projeto que elaboramos e esta a tramitar na Assembléia e de que até onde eu conhecia os governos estaduais que de fato estão preocupados com a questão territorial quilombola são aqueles que atuam em parceria com o governo federal nas titulações de território.
Lembrei a ela tbém da existência do Conselho do Negro mas que eu tbém não tinha maiores informações.
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Re: Dúvida de uma companheira de militância

Mensagem por carlos em Sex Set 05, 2008 11:44 am

ah bom falei tbém que a UEMG tem cotas aprovadas pela Assembléia. O problema ai é que de fato a UEMG praticamente não existe.
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Programa de alfabetização do Banco do Brasil vai beneficiar índios e quilombolas em 2009

Mensagem por ricardo em Sab Set 06, 2008 2:50 pm

Tem relação com o tema em pauta...


6 de Setembro de 2008 - 11h52 - Última modificação em 6 de Setembro de 2008 - 11h52

Programa de alfabetização do Banco do Brasil vai beneficiar índios e quilombolas em 2009

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - A Fundação Banco do Brasil pretende reformular em 2009 o programa BB Educar, de alfabetização de jovens e adultos a partir dos 15 anos, focando-o em comunidades tradicionais, que têm mais dificuldades de serem assistidas em convênios com prefeituras e projetos públicos.

Aí se enquadram comunidades de quilombolas, indígenas, assentados da reforma agrária, cooperativas de catadores de materiais recicláveis e presidiários. “São públicos que a gente pretende priorizar”, afirmou à Agência Brasil o gerente das áreas de Cultura e Educação da Fundação BB, Marcos Fadanelli. Atualmente, o programa contabiliza 58.129 pessoas em sala de aula.

Para 2008, a meta é atender em torno de 50 mil pessoas, considerando alguma evasão. Desde 1992, a média histórica de evasão é de 38%. De 2003 para cá, houve uma redução para 30%, em razão dos aperfeiçoamentos que foram sendo introduzidos no programa. “Está havendo um movimento positivo”. Fadanelli disse que o Brasil ainda tem necessidades muito grandes pela frente para atender, mas observou que houve uma redução significativa no analfabetismo urbano.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o analfabetismo era de 10,2% para maiores de 15 anos, em 2005, e caiu pela primeira vez na história do país para 9,6%, em 2006. “Isso é uma coisa importante, porque a expectativa de vida no nosso país aumentou”.

Os investimentos do BB Educar somam, em média, entre R$ 3 milhões a R$ 4 milhões por ano. A duração média para alfabetização oscila entre seis a dez meses. O tempo varia de acordo com a freqüência semanal. Os quilombolas, por exemplo, podem se reunir apenas duas vezes por semana. Nas colônias de pescadores, na época do defeso, existe possibilidade de se reunirem para estudar com maior freqüência.

O programa BB Educar foi lançado pelo Banco do Brasil em 1992 e há oito anos vem sendo conduzido pela Fundação Banco do Brasil. O projeto nasceu quando o banco, diante da elevada inflação existente à época, teve que promover uma reformulação em seus quadros funcionais, eliminando uma carreira de serviços auxiliares.

Ao fazer isso, percebeu que havia analfabetos entre as pessoas que prestavam serviços de apoio. Alguns funcionários se ofereceram então para realizar um trabalho de alfabetização voluntária, de modo que essas pessoas pudessem fazer uma prova e mudar de carreira. O trabalho melhorou a escolaridade desses funcionários. A partir desse esforço interno, o programa começou a crescer, com a abertura de núcleos de funcionários voluntários em todo o país.

Mais tarde, por causa da demanda, o programa se expandiu para as comunidades, através da assinatura de convênios com entidades sem fins lucrativos do setor público e do terceiro setor. Marcos Fadanelli revelou que nesses 17 anos foram alfabetizadas 369.243 pessoas. O quadro de educadores, formado por funcionários do banco, engloba 102 pessoas, das quais 42 da ativa e 51 ex-funcionários e aposentados. O Banco do Brasil comemora em outubro próximo 200 anos de fundação.

Fonte: Agência Brasil em 06/09/08

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Re: Dúvida de uma companheira de militância

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